Exercícios de Interpretação De Textos

Neste artigo você terá acesso a mais de 100 exercícios de interpretação de textos com gabarito comentado. Todos sabemos que no Enem a prova cobra conceitos específicos das várias áreas do conhecimento, mas todos eles estão aplicados em situações-problema que precisam ser compreendidas para que, assim, se busque a solução. Uma rápida compreensão do enunciado e dos mecanismo linguísticos utilizados em sua construção pode gerar uma economia de tempo que poderá ser usada, por exemplo, para fazer uma boa redação dissertativa. Faça os exercícios e, em seguida confira os gabaritos.

BUROCRATAS CEGOS

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, a 7ª Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça.

A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo Federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago.

Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise.

(Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto:

a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

2) Só não se depreende do texto que:

a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:

a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:

a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros:

a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:

a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, 5 indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a 10 automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998.

(Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país:

a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.

8) A importância do setor automobilístico é destacada:

a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que:

a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:

a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico:

a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:

a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios.
Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

(Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:

a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antiguidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antiguidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de:

a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:

a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos…” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é:

a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:

a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno:

a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas:

a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.

Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou.
Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas.

(Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:

a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:

a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:

a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é:

a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que frequentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se for iniciado por:

a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) 0 adjetivo empregado com valor conotativo é:

a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”:

a) pertence à língua literária e significa
b) é linguagem jornalística e significa
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa
e) pertence à língua coloquial e significa

A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos 5 entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades.

Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de 10 uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir.

Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou 15 fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.

(Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

172) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:

a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.
173) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:

a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.
174) A autopiedade, segundo o autor:

a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.
175) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:

a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.
176) A superação das dificuldades da vida leva:

a) àpaz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima
177) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:

a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria
178) Para o autor:

a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

ESPERANÇAS

Apesar de 4 bilhões de pessoas viverem na pobreza, entre os seis bilhões de habitantes da Terra, as pessoas simples continuam a acreditar num futuro melhor. Não importa se esse sentimento brota da emoção, da fé ou da esperança.

5 O importante é ressaltar que a crise de uma concepção científica do mundo abre, agora, a perspectiva de que os caminhos da história não sejam apenas aqueles previstos pelas largas avenidas das ideologias modernas.

Os atalhos são, hoje, as vias principais, como o demonstram o 10 Fórum Social de Porto Alegre e a força das mobilizações contra o atual modelo de globalização. Assim como o aparente perfil caótico da natureza ganha um sentido evolutivo e coerente na esfera biológica, do mesmo modo haveria um nível – que o Evangelho denomina amor – em que as relações humanas tomam a direção da esperança.

15 É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos. Agora as leis do mercado importam mais do que as leis da ética.

Mas, e a pobreza de 2/3 da humanidade? O que significa falar em liberdades quando não se tem acesso a um prato de comida? Esta é a 20 grande contradição da atual conjuntura: nunca houve tanta liberdade para tantos famintos! Mesmo os povos que no decorrer das últimas décadas não conheceram a pobreza e o desemprego agora se deparam com esses flagelos, como ocorre nos países do leste europeu.

A ironia é que, hoje, aqueles povos são livres para escolher 25 seus governantes, podem circular por suas fronteiras e manifestar suas discordâncias em público. Mas lhes é negado o direito de escolher um sistema social que não assegure a reprodução do capital privado.

(Frei Beto, in O Dia, 19/8/01)

179) O texto pode ser entendido como um manifesto contrário ao:

a) presidencialismo
b) parlamentarismo
c) comunismo
d) socialismo
e) capitalismo
180) “Nunca houve tanta liberdade para tantos famintos.” No trecho destacado, o autor questiona o valor:

a) da globalização
b) da democracia
c) das políticas econômicas
d) das privatizações
e) do governo
181) No texto, só não há correspondência entre:

a) esse sentimento (/. 3) e crença num futuro melhor (/. 2)
b) atalhos (/. 9) e Fórum e força das mobilizações (/. 9)
c) aparente perfil caótico (/. 11) e sentido evolutivo (/. 12)
d) Muro de Berlim (/. 15) e opressores e oprimidos (/. 16)
e) seus governantes (/. 25) e lhes (/. 26)
182) Segundo o autor, os povos do antigo bloco comunista do leste europeu:

a) continuam sem liberdade de expressão.
b) hoje são mais felizes porque são livres.
c) são irônicos, apesar de livres.
d) não são totalmente livres.
e) sofrem com a ironia do governo.
183) O sinônimo adequado para “ressaltar” (/. 5) é:

a) demonstrar
b) dizer
c) destacar
d) apontar
e) afirmar
184) O grande paradoxo do mundo atual seria:

a) simplicidade – esperança
b) concepção científica – fé
c) liberdade – fome
d) esfera biológica – amor
e) sistema social – capital privado
185) “É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.” Só não há paráfrase do trecho destacado acima em:

a) Com o Muro de Berlim, certamente, caiu tudo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.
b) É certo que vieram abaixo, com o Muro de Berlim, todas as coisas que sinalizavam um futuro sem opressores e oprimidos.
c) Com a queda do Muro de Berlim, na verdade, veio abaixo tudo aquilo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.
d) É verdade que, por causa do Muro de Berlim, veio abaixo tudo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.
e) Ruiu, certamente, com o Muro de Berlim, tudo aquilo que sinalizava um porvir sem opressores e sem oprimidos.

O solvente, segundo a onda terrorista espalhada no país, é uma espécie de veneno químico que inescrupulosos donos de postos e distribuidoras mal-intencionadas deram de adicionar à gasolina. Com isso, esses bandidos estariam lesando os concorrentes (porque pagam barato 5 pelos adulterantes), os cofres públicos (porque os impostos significam 70% do custo da gasolina; mas são baixos quando aplicados diretamente sobre os solventes) e o consumidor, já que os produtos estranhos teriam uma atuação demoníaca na saúde do motor e dos componentes do carro, roendo mangueiras e detonando – no pior dos sentidos – o sistema de 10 combustão. Pior: quando adicionado por especialistas, o solvente quase não deixa pistas. É indetectível em testes simples e imperceptível durante o funcionamento do veículo.

Para cercar esse inimigo, QUATRO RODAS recorreu ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o insuspeito IPT. Na tentativa de 15 flagrar postos que estivessem misturando substâncias estranhas à gasolina, repórteres coletaram amostras de combustível Brasil afora, para submetê-las à cromatografia, um método capaz de revelar cada componente de uma amostra, bem como a quantidade de cada elemento na mistura. No primeiro lote, de doze amostras reunidas numa viagem 20 entre Buenos Aires e São Paulo, uma revelação esperada: segundo o laudo do IPT, quatro delas estavam adulteradas pela presença de solventes em proporções acima das encontradas na gasolina de referência da refinaria Replan, de Paulínia, a 117 quilômetros da capital paulista.

(D. Schelp e L. Martins, na Quatro Rodas, março/00)

186) Segundo o texto:

a) a gasolina brasileira é sempre adulterada nos postos de gasolina.
b) a gasolina argentina é superior à brasileira.
c) os donos de postos de gasolina e, principalmente, distribuidoras mal-intencionadas têm adicionado solventes à gasolina.
d) a situação é mais grave se o solvente é adicionado sob a orientação de pessoas que detenham uma técnica apurada.
e) a situação é tão grave que nem a cromatografia tem sido capaz de mostrar a adulteração da gasolina.
187) Depreende-se do texto que o IPT:

a) não tem estrutura para resolver o problema.
b) deveria usar a cromatografia.
c) dispõe de repórteres capazes de fazer a coleta de gasolina.
d) examina as amostras coletadas em postos de gasolina.
e) fica situado a 117 quilômetros da cidade de São Paulo.
188) A revista recorreu ao IPT porque:

a) ele é um instituto insuspeito.
b) ele fica em São Paulo, ponto final da viagem dos repórteres.
c) a gasolina de referência é a da Replan.
d) os cofres públicos estão sendo lesados.
e) testes simples não podem resolver o problema.
189) A alternativa em que se substituem, sem alteração de sentido, os elementos conectores “segundo” (/. 1), “com isso” (/. 3), “já que” (/. 7) e”para”(/. 13) é:

a) conforme, apesar disso, porque, a fim de
b) consoante, dessa forma, uma vez que, a fim de
c) consoante, assim, uma vez que, por
d) não obstante, dessa forma, porquanto, a fim de
e) conforme, aliás, uma vez que, por
190) Segundo o texto:

a) a gasolina não pode ter nenhum tipo de solvente.
b) há mais gasolina adulterada no Brasil, na faixa entre Buenos Aires e São Paulo.
c) por detonar o sistema de combustão, os bandidos lesam os concorrentes, os cofres públicos e o consumidor.
d) o IPT não seria o instituto adequado para fazer a avaliação da gasolina, por ser insuspeito.
e) o resultado da pesquisa encaminhada ao IPT não causou estranheza aos elementos envolvidos.
191) Com base nas idéias contidas no texto, pode-se afirmar que:

a) solvente é sempre veneno químico.
b) terroristas estão adulterando a gasolina.
c) donos de postos de gasolina são inescrupulosos.
d) os solventes adicionados à gasolina são baratos, por isso os bandidos levam vantagem sobre os concorrentes.
e) durante a viagem entre Buenos Aires e São Paulo, os repórteres desconfiaram da presença de gasolina adulterada em seu carro.
192) “…deram de adicionar à gasolina.” (/. 3) Por “deram de”, entende-se:

a) começaram a
b) acostumaram-se a
c) insistem em
d) precisam
e) desejavam
193) De acordo com o texto, a gasolina ideal:

a) leva poucos solventes.
b) não leva solventes.
c) é a da Replan.
d) não rói mangueira.
e) é a mais barata.

OS UMBRAIS DA CAVERNA

RIO DE JANEIRO – Não sei por que(*), mas associei duas declarações da semana passada, feitas no mesmo dia, mas separadas por espaço e objetivo.

No Brasil, o presidente da República declarou que “já vamos 5 transpor os umbrais do atraso”. No Afeganistão, um tal de Abdul Rahman, ministro do novo governo que ali se instalou, acredita que o país será invadido por turistas de todo o mundo interessados em conhecer Tora Bora e Candahar.

Louve-se o otimismo de um e de outro. Sempre ouvi dizer que 10 o otimista é um cara mal-informado. As duas declarações, juntas ou separadas, são uma prova. Os umbrais do atraso que FHC anuncia transpor e os encantos turísticos do Afeganistão são boas intenções ainda distantes da realidade. Certo que não faltam progressos em nossa vida como nação e povo, mas o quadro geral ainda é lastimável, 15 sobretudo pela existência de dois cenários contraditórios – um cada vez mais rico e outro cada vez mais miserável.

Os umbrais que separam a riqueza da miséria não serão transpostos com as prioridades que sete anos de tucanato estabeleceram para o país. Quando Maria Antonieta perguntou por que o povo não comia 20 bolos à falta de pão, também pensava que a monarquia havia transposto os umbrais do atraso.

Quanto ao interesse de as cavernas de Tora Bora provocarem uma invasão de turistas, acho discutível esse tipo de atração. Reconheço que há exageros na massificação do turismo internacional, mas não a esse 25 ponto.

Em todo o caso, não custa abrir um crédito de esperança para as burras do erário afegão. Se o ministro Abdul Rahman contratar um dos nossos marqueteiros profissionais, desses que prometem eleger um poste para a Presidência da República, é possível que muita gente vá conhecer 30 as cavernas onde ainda não encontraram Osama bin Laden.

(Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo, 13/1/02)

*A palavra aparece assim na edição eletrônica da Folha. No entanto, deve ser acentuada (quê).

194) O autor não acredita:

a) na boa intenção do presidente da República.
b) que o Afeganistão será invadido por turistas de todo o mundo.
c) que o ministro afegão seja otimista.
d) que o otimista é um cara mal-informado.
e) em semelhanças entre as declarações de FHC e Abdul Rahman.
195) Maria Antonieta é comparada a:

a) Abdul Rahman
b) turistas de todo o mundo
c) Tora Bora
d) FHC
e) um cara mal-informado
196) “…não custa abrir um crédito de esperança para as burras do erário afegão.” Neste trecho, “as burras do erário afegão” significam:

a) as pessoas ignorantes do Afeganistão
b) os animais de carga do Afeganistão
c) os cofres do tesouro do Afeganistão
d) o dinheiro da iniciativa privada do Afeganistão
e) o dinheiro de empresas falidas do Afeganistão, confiscado pelo novo governo
197) Ao definir o otimista, o autor valeu-se de uma linguagem:

a) hermética
b) culta
c) chula
d) coloquial
e) ofensiva
198) Para o autor, tanto FHC como Abdul Rahman:

a) estão descontentes com a situação em seus países.
b) têm ampla visão social.
c) são demagogos.
d) não têm preparo para ocupar seus cargos.
e) são mal-informados.
199) Se levarmos em conta a afirmação de FHC, teremos de concluir que o Brasil:

a) não é mais um país atrasado.
b) continuará a ser um país atrasado.
c) levará muitos anos para se desenvolver.
d) em pouco tempo deixará de ser um país atrasado.
e) tem condições de ser um país adiantado.
200) No último parágrafo do texto, o autor utiliza uma linguagem:

a) metafórica
b) hiperbólica
c) irônica
d) leviana
e) pessimista
201) Para o autor, as declarações de FHC e do ministro só não têm em comum o fato de:

a) serem equivocadas.
b) partirem de pessoas otimistas.
c) serem despropositadas.
d) serem bem-intencionadas.
e) supervalorizarem a capacidade turística de seus países.

TOLERÂNCIA

Quando o mundo se torna violento, buscamos uma explicação em que a compreensão se expresse em atos e palavras. Mas como explicar a tortura, o assassinato, a censura, o imperialismo ou o terrorismo, ferramentas favoritas dos repressores que querem evitar qualquer opinião 5 divergente?

Histórias recentes da América Latina, da Europa e do Oriente Médio comprovam tais fatos: é o caso de Cuba de Castro, do Peru de Fujimori e dos radicalismos políticos, de triste memória, da Argentina e do Brasil; é a incompreensão de protestantes e católicos, na Irlanda; é a 10 questão entre judeus e palestinos, que faz sangrar a Terra Santa. O fanatismo defensor de uma verdade aceita como única não é patrimônio exclusivo das ditaduras. Hoje os fundamentalismos religiosos, misturados a frustrações econômicas e sociais, são a expressão patológica de uma quebra de equilíbrio do universo. Como, então, enfrentá-los?

15 Não há melhor antídoto contra a conduta intolerante que a liberdade, conseqüência da pluralidade, que consiste em defender idéias próprias, mas aceitando que o outro possa ter razão. Precisamos reconhecer velhas verdades: a violência gera violência; todo poder é abusivo; o fanatismo é inimigo da razão; todas as vidas são preciosas; a 20guerra jamais é gloriosa, exceto para os vencedores que crêem que Deus está ao lado dos grandes exércitos.

A solidariedade e a tolerância democrática, inexistentes no nosso tempo, implicam uma revolução em nossas mentalidades e na aceitação do que percebemos como diferentes, para se configurar uma 25 sociedade multicultural. Esses são os desafios éticos que deveríamos enfrentar, sem a arrogância dos países desenvolvidos e sem a marginalização dos subdesenvolvidos, afundados na miséria e na fome.

(Carlos Alberto Rabaça, em O Dia, 21 /11 / 01)

202) Para o autor, o maior problema do mundo atual é:

a) o fanatismo religioso
b) as ditaduras
c) a intolerância
d) a violência
e) a miséria
203) O autor faz alusão a problemas específicos de vários países. Aquele cujo problema é diferente do dos demais é:

a) Brasil
b) Irlanda
c) Argentina
d) Cuba
e) Peru
204) Com base nas idéias contidas no texto, pode-se afirmar que:

a) só as ditaduras aceitam uma verdade tida como única.
b) o fundamentalismo religioso não colabora com a queda do equilíbrio universal.
c) nada pode combater a intolerância de nossos dias.
d) tudo pode ser explicado, inclusive a intolerância.
e) o mundo atual não tem solidariedade e tolerância democrática.
205) Em sua função anafórica, o pronome relativo “que” (/. 16) refere-se no texto a:

a) antídoto
b) pluralidade
c) idéias
d) conduta
e) liberdade
206) Não são elementos antagônicos:

a) Brasil / Argentina
b) protestantes / católicos
c) judeus / palestinos
d) arrogância / marginalização
e) conduta intolerante / liberdade
207) “Expressão patológica” (l. 13) é expressão:

a) deturpada
b) exagerada
c) cotidiana
d) mórbida
e) sombria
208) Segundo o texto, ser livre é:

a) fazer o que se quer.
b) valorizar as suas idéias, em detrimento das dos outros.
c) ter suas idéias e admitir as dos outros.
d) viver intensamente.
e) não se preocupar com a intolerância do mundo.

QUENTE E FRIO

Me dizem que, de acordo com uma convenção internacional, a torneira de um lado é sempre a da água quente e a do outro, logicamente, a da água fria. Mas nunca me lembro quais são os lados. Não usam mais os velhos Q e F, imagino, para não descriminar* os analfabetos, nem as 5 cores vermelho para quente e azul para fria, para não descriminar* os daltônicos. Mas e nós, os patetas? Também precisamos tomar banho.

Nunca nos lembramos de que lado é o quente e de que lado é o frio e estamos condenados a sustos constantes ou então a demorada experimentação até acertar a temperatura da água. Isso quando os 10 controles não estão concentrados numa única supertorneira de múltiplas funções, na qual você pode escolher volume e temperatura numa combinação de movimentos sincronizados depois de completar um curso de aprendizagem do qual também sairá capacitado a pilotar um Boeing.

A verdade é que existe uma conspiração para afastar do mundo 15 do consumo moderno as pessoas, digamos, neuronicamente prejudicadas. Em alguns casos a depuração foi longe demais e o resultado é que hoje existem, comprovadamente, apenas dezessete pessoas em todo o mundo que sabem programar o timer para gravação num videocassete. Destas, quinze só revelam o que sabem por muito dinheiro, 20 uma está muito doente e a outra se retirou para o Tibete e não quer ser incomodada. Na maioria dos casos, no entanto, as instruções para uso são dirigidas a pessoas normais, com um mínimo de acuidade e bom senso – quer dizer, são contra nós! Mas eu já me resignara a não saber programar o timer, ou sequer saber o que era um timer, ou jamais usar a 25 tecla Num Lock com medo de trancar todos os computadores num raio de um quilômetro, desde que me sentisse confortável no mundo que eu dominava. Como, por exemplo, no chuveiro. E enta’o a modernidade chegou às torneiras, e quente e frio também se transformaram em desafios intelectuais. Quente é a da esquerda e fria é a da direita, é isso?

30 Ou é o contrário? É uma conspiração.

(Luís F. Veríssimo, em O Globo, 13/1/02)

* Escrita assim na página eletrônica consultada. O perfeito é discriminar.

209) O texto nos fala:

a) da inépcia de todos os analfabetos
b) do problema dos daltônicos
c) da dificuldade em se decidir entre água fria e água quente
d) da dificuldade trazida pela modernidade
e) do caráter obsoleto de determinados aparelhos domésticos
210) O tom predominante no texto é de:

a) perplexidade
b) humorismo
c) decepção
d) realismo
e) determinismo
211) O texto é formado a partir de hipérboles. Assinale o trecho que não denota nenhum tipo de exagero.

a) “Nunca nos lembramos de que lado é o quente e de que lado é o frio…” (/. 7)
b) “…do qual também sairá capacitado a pilotar um Boeing.” (/. 13)
c) “…existem, comprovadamente, apenas dezessete pessoas em todo o mundo…” (/. 17/18)
d) “Mas eu já me resignara a não saber programar o..”(/. 23/24)
e) “É uma conspiração.” (/. 30)
212) Pelo visto, a supertorneira:

a) simplifica as coisas.
b) agrada a todos.
c) é mais um elemento complicador.
d) não apresenta grandes utilidades.
e) é uma peça totalmente inútil.
213) Embora brincando, o autor se inclui entre:

a) os analfabetos
b) os daltônicos
c) as pessoas neuronicamente prejudicadas
d) as pessoas normais
e) as que só revelam o que sabem por muito dinheiro
214) Para o autor, não se usam mais Q e F ou o vermelho e o azul para evitar:

a) que as pessoas tenham muitas coisas para decorar.
b) o crescimento do número de patetas.
c) que as pessoas neuronicamente prejudicadas fiquem sem entender o funcionamento das torneiras.
d) a marginalização de determinados indivíduos.
e) que as pessoas normais se sintam discriminadas.
215) O texto fala da dificuldade do autor no dia-a-dia. Assinale o que não se enquadra nesse caso.

a) o quente e o frio da torneira
b) o uso da supertorneira
c) dirigir um Boeing
d) otimerdo videocassete
e) a tecla Num Lock
216) Na realidade, o problema do autor seria a falta de:

a) inteligência
b) paciência
c) humildade
d) concentração
e) memória
217) Que palavra pode substituir “acuidade” (l. 22) sem prejuízo do sentido original do texto?

a) originalidade
b) perspicácia
c) inteligência
d) vontade
e) persistência
218) Antes do desafio intelectual das novas torneiras, o autor se sentia:

a) tranqüilo
b) esperançoso
c) desanimado
d) um pateta
e) inseguro
219) O eufemismo é a figura que consiste em suavizar uma idéia desagradável. Assinale o trecho em que isso ocorre.

a) “Não usam mais os velhos Q e F…” (/. 3/4)
b) “Mas e nós, os patetas?” (/. 6)
c) “Também precisamos tomar banho.” (/. 6)
d) “…as pessoas, digamos, neuronicamente prejudicadas.” (/. 15/16)
e) “E então a modernidade chegou às torneiras…” (/. 27/28)

COMO NASCEM, VIVEM E MORREM AS ESTRELAS?

A existência de um astro, que dura de 100 milhões a 1 trilhão de anos, passa por três fases: nascimento, meia-idade e maturidade.

“Todas as estrelas nascem da mesma forma: pela união de gases”, diz o astrônomo Roberto Boczko, da Universidade de São Paulo (USP). Partículas 5 de gás (geralmente hidrogênio) soltas no Universo vão se concentrando devido às forças gravitacionais que puxam umas contra as outras.

Formam, assim, uma gigantesca nuvem de gás que se transforma em estrela – isto é, um corpo celeste que emite luz.

A gravidade espreme essa massa gasosa a tal ponto que funde 10 os átomos em seu interior. Essa fusão é uma reação atômica que transforma hidrogênio em hélio, gerando grande quantidade de calor e de luz. Um exemplo de estrela jovem são as Pleiades, na Via Láctea, resultado de fusões que começaram há poucos milhões de anos.

Durante a meia-idade – cerca de 90% da sua existência -, a 15 estrela permanece em estado de equilíbrio. Seu brilho e tamanho variam pouco, ocorrendo apenas uma ligeira contração. É o caso do Sol, que, com 4,5 bilhões de anos, se encontra nessa fase intermediária de sua existência, sofrendo mínima condensação.

Quando a maior parte do hidrogênio que a com põe se esgota, 20 a estrela entra na maturidade – este sim, um período de drásticas transformações. Praticamente todo o hidrogênio do núcleo já se converteu em hélio. Com isso, diminui a fusão entre as moléculas de gás e começa um período de contração e aquecimento violentos no corpo celeste. A quantidade de calor e luz gerados é tão grande que o movimento se inverte: 25 o astro passa a se expandir rapidamente. Seu raio chega a aumentar 50 vezes e o calor se dilui. A estrela vira uma gigante vermelha. Um exemplo é Antares, na constelação de Escorpião – uma amostra de como ficará o Sol daqui a 4,5 bilhões de anos, engolindo todo o Sistema Solar.

Já na maturidade, a falta de hidrogênio torna-se crítica. Apesar 30 da rápida expansão, a fusão entre os gases diminui continuamente: o astro caminha para o seu fim. O modo como ele morrerá depende da sua massa.

Se ela for até duas vezes a do Sol, sua contração transformará o corpo celeste em um pequeno astro moribundo, cuja gravidade já não consegue segurar os gases da periferia. Mas se a massa for de duas a três vezes a do 35 Sol, a contração final será muito forte, criando um corpo celeste extremamente denso chamado pulsar, ou estrela de neutrons. Quando a massa é maior, a condensação final é mais violenta ainda e o núcleo do antigo astro vira um buraco negro – sua densidade é tão alta que ele não deixa nem a luz escapar. Simultaneamente, os gases da camada mais 40 periférica dessa estrela se transformam em uma supernova – massa de gás que brilha por pouco tempo até sumir de uma vez por todas.

(Superinteressante, agosto de 2001)

220) A ciência de que trata o texto se chama:

a) Biotecnia
b) Exobiologia
c) Astronomia
d) Astrologia
e) Ufologia
221) Segundo o texto:

a) nem todos os astros morrem.
b) as Pleiades são estrelas na fase da maturidade.
c) as estrelas nem sempre possuem luz própria.
d) o Sol ainda não entrou na fase da maturidade.
e) os astros têm um mesmo tipo de nascimento e morte.
222) “A gravidade espreme essa massa gasosa a tal ponto que funde os átomos em seu interior.” Se começarmos o período acima por “A gravidade funde os átomos em seu interior”, o elemento conector que deverá ser usado para que se mantenha a coesão textual e o sentido original é:

a) se bem que
b) contudo
c) porque
d) caso
e) a fim de que
223) Só não diz respeito à maturidade de uma estrela:

a) fase de grandes transformações
b) expansão rápida
c) conversão de hidrogênio em hélio
d) escassez de hidrogênio
e) aumento contínuo de calor, até a morte
224) Sobre Antares, com base no texto, não se pode afirmar:

a) é estrela na fase da maturidade.
b) situa-se na constelação de Escorpião.
c) é uma estrela vermelha.
d) Seu raio aumentou muito.
e) não pertence à Via Láctea.
225) Sobre o pulsar, podemos inferir que:

a) é um tipo de estrela de meia-idade.
b) é um astro que surge com a morte de uma estrela.
c) é o mesmo que buraco negro.
d) é um astro de massa semelhante à do Sol.
e) os gases de sua camada periférica transformam-se em uma supernova.
226) Com base nas idéias contidas no texto, só não se pode dizer que:

a) o tempo de vida dos astros é bastante variado.
b) toda estrela tem origem numa nuvem de gás.
c) a maior parte da vida de um astro é a meia-idade.
d) As Pleiades, o Sol e Antares têm em comum apenas o fato de serem estrelas.
e) uma estrela de neutrons é tão densa quanto um buraco negro.
227) Os dois pontos que aparecem depois de “continuamente” (/. 30) podem ser substituídos, sem alteração de sentido, por:

a) porque
b) e
c) mas
d) ou
e) à medida que

GRITOS DE INDEPENDÊNCIA

Comemora-se a independência do Brasil. Consta que não houve sangue, apenas o grito do Ipiranga, que marcou a ruptura com a tutela portuguesa, mantendo no poder o português D. Pedro I, que se proclamou imperador do Brasil, mas terminou seus dias como duque de 5 Bragança e figura, na relação dinástica, como o 28° rei de Portugal. Como se vê, na passarela da história, o samba não é o do crioulo doido.

Entre o fato e a versão do fato, a história oficial tende à segunda. Ainda hoje se discute se o grito decorreu do sonho de uma pátria independente ou da ambição de um império tropical. Ficou o grito parado 10 no ar, expresso nos rostos contorcidos das figuras de Portinari, no romanceiro de Cecília Meireles, na poesia agônica de Chico Burque, no coração desolado das mães brasileiras que enterram, por ano, cerca de 300 mil recém-nascidos, precocemente tragados pelos recursos que faltam à área social. O número só não é maior graças ao voluntariado da 15 Pastoral da Criança, monitorada pela doutora Zilda Arns.

O Brasil, pátria vegetal, ostenta o semblante de uma cordialidade renegada por sua história. Sob o grito da independência ressoam os dos índios trucidados pela empresa colonizadora, agora restaurada pela assepsia étnica proposta pelos integracionistas que julgam 20 as reservas indígenas privilégio nababesco. Ecoam também os gritos das vítimas indefesas de entradas e bandeiras, Fernão Dias sacrificando o próprio filho em troca de um punhado de pedras preciosas, bandeirantes travestidos de heróis da pátria pelo relato histórico dos brancos, versão barroca do esquadrão da morte rural, diriam os índios se figurassem 25 como autores em nossa historiografia.

Abafam-se, em vão, os gritos arrancados à chibata dos negros arrastados de além-mar, sem contar as revoltas populares que minam o mito de uma pacífica abnegação que só existe no ufanismo de uma elite que se perfuma quando vai à caça.

30 Pátria armada de preconceitos arraigados, casa-grande que traça os limites intransponíveis da senzala, na pendular política de períodos autoritários alternados com períodos de democracia tutelar, já que, neste país, a coisa pública é negócio privado. índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania, reza a prática daqueles 35que sequer se envergonham de serem compatriotas de 50 milhões de pessoas que não dispõem de R$ 80 mensais para adquirir a cesta básica.

À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada. Privatizam-se empresas e sonhos, valores e sentimentos, convocando intelectuais de aparência progressista para dar um toque de 40 modernidade aos velhos e permanentes projetos da oligarquia. Vale tudo frente ao horror de um Brasil sujeito a reformas estruturais. Os que querem governar a sociedade não suportam os que querem governar com a sociedade.

Destroçada e endividada, a pátria navega a reboque do 45 receituário neoliberal, que dilata a favelização, o desemprego, o poder paralelo do narcotráfico, a concentração de renda. Se o salário não paga a dívida, a vida parece não valer um salário. No Brasil, os hospitais estão : doentes, a saúde encontra-se em estado terminal, a escola gazeteia, o sistema previdenciário associa-se ao funerário e a esperança se reduz a 50 um novo par de tênis, um emprego qualquer, alçar a fantasia pelo consolo eletrônico das telenovelas.

Amanhecia em Copacabana quando Antônio Maria gritou: “Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí”. Não vou pelas receitas monetaristas que salvam o Tesouro oficial e apressam a morte dos pobres.

55 Vou com aqueles que sempre denunciam a injustiça, testemunham a ética na política, agem com escrúpulos, defendem os direitos indígenas, repudiam todas as formas de preconceitos, promovem campanhas de combate à fome, administram recursos públicos com probidade e lutam por uma nova política econômica. Vou com aqueles que, esta semana, 60 estarão mobilizados no Grito dos Excluídos, promovido pela CNBB, em parceria com entidades e movimentos populares. Nenhum país será independente se, primeiro, não o forem aqueles que o governam.

(Frei Beto, no Jornal do Brasil, 3/9/01)

228) Os sentimentos que melhor caracterizam o estado de espírito do autor são:

a) ódio e desequilíbrio
b) medo e pessimismo
c) insegurança e descontrole
d) revolta e angústia
e) apatia e resignação
229) Para o autor, a história do Brasil é apresentada aos brasileiros:

a) de forma realista
b) com poucos detalhes
c) com preconceito
d) cortada
e) mascarada
230) O trecho que justifica a resposta ao item anterior é:

a) “Comemora-se a independência do Brasil.”
b) “À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada.”
c) “índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania…”
d) “Entre o fato e a versão do fato, a história oficial tende à segunda.”
e) “O número só não é maior graças ao voluntariado da Pastoral da Criança.”
231) O autor duvida:

a) do futuro do Brasil
b) dos artistas brasileiros
c) da independência do Brasil
d) das revoltas populares
e) de Antônio Maria
232) “Os que querem governar a sociedade não suportam os que querem governar com a sociedade.” Esse trecho sugere a dicotomia:

a) governo militar / governo civil
b) comunismo / capitalismo
c) presidencialismo / parlamentarismo
d) monarquia / república
e) ditadura / democracia
233) A autêntica história brasileira nos diz que o Brasil não é um país:

a) cordial
b) de futuro
c) forte
d) injusto
e) de bons escritores
234) “Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí”. Por esse trecho, pode-se entender:

a) a dúvida de alguém que não sabe que decisão tomar
b) a revolta diante de uma situação aceita por todos i
c) a esperança e a certeza da mudança
d) a não-aceitação do que ocorre no momento
e) o desespero por não poder fazer alguma coisa pelo país
235) “À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada.” A palavra “indelével”, no trecho acima, significa:

a) que não se pode desejar
b) que não se pode apagar
c) que não se pode aceitar
d) que não se pode explicar
e) que não se pode prever
236) Os maiores problemas do Brasil, na atualidade, são creditados:

a) ao grito de independência
b) ao ufanismo da elite
c) à privatização das empresas
d) ao neoliberalismo
e) ao Tesouro oficial
237) Segundo o autor, os intelectuais de aparência progressista são convocados para:

a) melhorar a imagem do governo no exterior.
b) integrar o Brasil na globalização.
c) desviar a atenção do povo para coisas de somenos importância.
d) levar o povo a se interessar pelos problemas sociais e políticos do país.
e) levar o povo a achar que tudo está bem.
238) A palavra “oligarquia” (l. 40) significa governo:

a) de ricos
b) de nobres
c) de poucos
d) de muitos
e) do povo
239) Dentre os problemas do Brasil, o texto não faz menção:

a) à escravidão dos negros
b) à opressão dos índios
c) ao voto-cabresto do Nordeste
d) à discriminação da mulher
e) à fome do povo
240) A palavra que, metaforicamente empregada, melhor exprime a idéia do autor sobre a tirania do governo brasileiro é:

a) casa-grande
b) tripas
c) império
d) tutelar
e) telenovelas
241) Para o autor, o Brasil, na realidade, nunca foi ou teve:

a) monarquia
b) república
c) ditadura
d) capitalismo
e) democracia
242) O último parágrafo do texto difere dos demais pois nele o autor demonstra:

a) alegria por ser brasileiro
b) certeza da transformação próxima
c) convicção de que o governo está melhorando
d) esperança em um país melhor
e) indiferença diante dos problema da atualidade brasileira

PERITO CRIMINAL – SSP/MT

TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ

Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: “Este é um passo pequeno 5 para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter se contentado com algo mais natural (“Quanta poeira”, por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil/gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?

10 Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade – a posteridade guarda também frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, eqüivale à frase edificante. É a15 história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a 20 frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, 21/07/99)

243) O tema central do texto é:

a) a indignação pelos poucos dados enviados sobre a aventura da ida do homem à Lua.
b) a narrativa da aventura do primeiro homem a pisar na Lua.
c) a importância do acontecimento do homem ter chegado à Lua.
d) a discordância com respeito à frase escolhida para um momento grandioso.
e) o impacto da frase dita no momento em que o homem pisou na Lua.
244) A propósito do texto, o autor classifica a frase de Armstrong como infeliz, porque,

a) apesar de ter sido edificante, a frase não foi humilde.
b) apesar de ter sido bonita, a frase foi superficial.
c) apesar de ter ficado para a posteridade, a fase foi superficial, pedante, inútil e irreal.
d) apesar de ter sido solene, a frase foi exótica.
e) apesar de ter sido inteligente, a frase não foi edificante.
245) “…embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver.” O autor do texto expressa:

a) certa decepção, com o passar dos anos, quanto à ida do homem à Lua.
b) a importância capital que teve o evento para a humanidade.
c) o encantamento com que a ida do homem à Lua é vista até hoje.
d) a necessidade de que o homem volte à Lua.
e) certa incredulidade quanto à ida do homem à Lua.
246) Para Roberto Pompeu de Toledo, a frase em apreço deveu-se ao fato de que:

a) o astronauta recebeu a frase já pronta, junto com a roupa e os instrumentos para a missão.
b) Armstrong não teve tempo para pensar em algo melhor.
c) Armstrong foi motivado pela convenção de que eventos solenes pedem frases solenes.
d) Armstrong quis ser original, não copiando Shakespeare, Gore Vidal e Woody Allen.
e) o astronauta não acreditou no êxito da missão.
247) Na opinião do autor do ensaio,

a) só frases edificantes são históricas.
b) a frase de Armstrong revela uma visão ultrapassada da História.
c) só frases bonitas ou inteligentes são históricas.
d) eventos solenes pedem” frases solenes.
e) a frase de Armstrong foi rapidamente esquecida.
248) A figura de linguagem encontrada na fase “Com muito suor o funcionário conseguiu a promoção” é:*

a) catacrese
b) prosopopéia
c) sinestesia
d) metonímia
e) metáfora
Esta questão da prova não tem base no texto.

Gabaritos comentários sobre os exercícios de interpretação

1) Letra d

A letra a pode parecer a resposta, mas contém um erro: as companhias de energia elétrica não se negaram a pagar os bônus. Segundo o texto, “…os consumidores nao precisavam ter lançado mao da Justiça para poder ter a garantia desse direito”, ou seja, as pessoas ficaram com medo de não receber, por isso apelaram; mas o texto não diz que as companhias se negaram a fazer o pagamento. A letra b é extremamente sutil e capciosa; não se trata de todos os tipos de consumidores, mas apenas dos consumidores de energia elétrica. As letras c e e não têm nenhum respaldo no texto. O gabarito só pode ser a letra d. Veja o que o texto diz a respeito do governo: “…não contou com tamanha solidariedade dos consumidores.”

2) Letra e

A resposta desta questão está expressa no seguinte trecho: “Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito.”, ou seja, os bônus seriam pagos de qualquer forma, mesmo porque o próprio presidente da República garantiu isso.

3) Letra b

A palavra-chave para responder a essa questão é permanente. Permanente é algo que sempre ocorre.

4) Letra e

Ver os comentários da questão anterior.

5) Letra d

A resposta aparece, clara, no trecho: “Agem como se logo mais na frente não precisassem da população…”; esse “logo mais na frente” refere-se a um futuro próximo. Eles não estão preocupados com o que virá, pensam apenas no presente.

6) Letra c

A Câmara de Gestão defende os interesses do governo, não das companhias de energia. O presidente não espera pagar, como afirma a opção b: o bônus, segundo ele, será pago. A letra d também está errada, porque não foi a Câmara de Gestão que garantiu o pagamento dos bônus, mas o presidente da República. A letra e não encontra nenhum apoio no texto. A resposta é a letra c. Basta reunir duas coisas: a redução do consumo de energia (1º parágrafo) e o trecho: “…para poder ter a garantia desse direito”.

7) Letra d

Se o setor automobilístico impulsiona a economia de um país, como se vê no primeiro período, ele é de capital importância. Portanto, a economia não pode ficar sem o setor automobilístico. Corroboram essa afirmação os números apresentados ao longo do texto.

8) Letra c

A resposta surge, bem nítida, no trecho: “É consenso entre os economistas…” Consenso é acordo de opiniões, e o texto não fala, em momento algum, que se trata de economistas apenas ligados ao setor automobilístico.

9) Letra e

A letra a não satisfaz pois o texto nos informa da importância do setor automobilístico na economia de “qualquer país”. As letras b e c são absurdas, totalmente contrárias ao tema do texto, que é a importância desse setor na economia. A letra d poderia confundir, mas ela fala de sustento, ou seja, todas as despesas de um indivíduo para que ele se mantenha; o texto diz apenas que 5 milhões dependem, em maior ou menor grau, do setor automobilístico; depender em menor grau não pode ser entendido como tirar o seu sustento desse setor. A resposta é a letra e porque, como se afirma no último período do texto, 1 em cada 4 reais foi gerado no setor automobilístico, o que quer dizer que três quartos não tiveram relação com a indústria de automóveis.

10) Letra c

A questão se baseia na diferença de sentido entre duas expressões muito conhecidas: a princípio e em princípio. A princípio é uma locução que só deve ser usada com o sentido de no começo, que é o que ocorre com a começar, no trecho destacado. Por isso, a princípio, começando, principiando e iniciando podem ser usadas sem prejuízo do sentido. Em princípio equivale a em tese, teoricamente, não podendo, pois, substituir a começar.

11) Letra a

A resposta se encontra no trecho: “Até na construção civil a presença das rodas é enorme.” Assim, a letra b fica automaticamente eliminada. Os 216 bilhões de dólares é a quantia movimentada pelo setor automobilístico, não apenas com os salários. A letra d é facilmente descartada. A letra e pode parecer a resposta, mas contém erro: o que o texto diz é que cada emprego em uma fábrica de automóveis gera outros 46 empregos indiretos, isto é, sem ligação direta com a fábrica; não se podem somar esses números, o que daria 47.

12) Letra c

A palavra até indica inclusão. A construção civil seria mais um segmento em que está presente o setor automobilístico. Assim, existem alguns segmentos.

13) Letra d

Os gregos antigos não conheciam o planeta Urano, que só foi descoberto em 1781. No inicio do texto se diz que os gregos e povos ainda mais antigos conheciam determinados planetas. A semelhança, segundo o texto, realmente existe. A letra d é a resposta porque traz uma afirmação não contida no texto (veja o enunciado da questão). A maneira que eles tinham de fazer a diferença não dependia do uso de aparelhos; é, por sinal, o que afirma a opção e.

14) Letra c

No momento em que algumas coisas podem ser descobertas a olho nu, a resposta só pode ser a letra c.

15) Letra d

A locução graças a tem valor de causa, mas também indica soma (é igual a e); apesar de, concessão, oposição; com, modo; em, tempo. Só a preposição por, no trecho, indica causa: por ser própria —> porque é própria.

16) Letra e

O trecho nos diz que os gregos e os povos mais antigos conheciam esses astros. Na letra e, com o emprego da locução prepositiva através de, o sentido se altera. A ideia passa a ser que alguém conhecia esses astros, por intermédio dos gregos e de povos mais antigos. Muda o agente da ação verbal.

17) Letra a

O texto diz que “as estrelas não variam de posição” e que “os planetas mudam de posição no céu”. Também afirma que “as estrelas têm uma luz…que pisca levemente” e que “os planetas…têm um brilho fixo”.

18) Letra d

O texto diz que o primeiro planeta muito distante da Terra a ser descoberto foi Urano. Já eram conhecidos Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Assim, Plutão só pode ter sido descoberto depois de Urano.

19) Letra e

A resposta se encontra no seguinte trecho: “…”as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras.” Se elas não variam em curtos períodos, é que variam em períodos longos de tempo.

20) Letra c

Comparemos dois trechos do texto: “…o Rosa não mudou.” e “É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros.”. Por isso, uma pequena contradição do autor.

21) Letra d

No primeiro parágrafo, o autor nos fala que, em meados dos anos 70, a Praia do Rosa permanecia exclusiva de poucas famílias de pescadores. Então, ela não despertou a atenção de surfistas e exploradores no início dos anos 70.

22) Letra b

O autor apresenta, com naturalidade, as excelências da Praia do Rosa. Até o momento em que fala das baleias. Ele mostra uma certa admiração, quando repete, numa interrogação, a palavra baleias. Mais admirado fica por se tratar de uma espécie não muito comum, as baleias francas, “que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas”. As outras alternativas se eliminam naturalmente.

23) Letra d

A resposta da questão se encontra claramente expressa no seguinte trecho: “…esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas.”. A locução prepositiva graças a introduz adjunto adverbial de causa. Assim, o que ocasionou a preservação do Rosa foi o pacto, que, inclusive, não permitiu a especulação imobiliária.

24) Letra d

A palavra mesmo que inicia o referido período tem no trecho um valor claramente concessivo, ou seja, sua oração se opõe à oração seguinte, que é a principal. A despeito de, não obstante, ainda que e posto que têm, todas elas, valor concessivo. Já a locução conjuntiva contanto que têm valor de condição. Seu emprego, naturalmente, altera o sentido do trecho, aliás, mais do que isso, deixa-o sem coerência.

25) Letra a

A palavra possui, num dado texto, valor denotativo quando empregada com seu sentido normal, primitivo, real. Por exemplo, a palavra flor em “A flor é bonita”. Tem valor conotativo, quando usada com sentido especial, figurado. Como exemplo, a palavra flor em “Essa menina é uma flor”. Uma menina não pode ser uma flor, se se tratar realmente do vegetal. Ela só pode ser entendida se desdobrarmos a frase numa comparação: “Essa menina é bonita como uma flor.” A palavra generosas, no texto, não pode ser entendida como boas, caridosas etc. Literalmente, as ondas não podem ser generosas.

26) Letra c

A palavra badalado é um exemplo de linguagem descontraída, popular. Significa exatamente “muito falado”. Convém lembrar que nem sempre é fácil distinguir a linguagem culta, seja literária, jornalística ou outra qualquer, da linguagem dita popular ou coloquial. Um bom dicionário pode ajudar, pois costuma fazer a distinção entre uma coisa e outra. Considere linguagem popular, por exemplo, as gírias de um modo geral.

172) Letra d

A resposta se encontra no primeiro período do texto. Quando percebemos que a vida é difícil para todos, poupamo-nos da autopiedade. Cuidado com a opção b: na realidade, nós nos dispomos a ajudar os outros quando nos livramos da autopiedade, ou seja, quando percebemos que as outras pessoas também sofrem. Veja o que aparece nas linhas 8 e 9: “É melhor ter pena dos outros…”

173) Letra d

O texto, como um todo, fala que não devemos ficar chorando pelo caminho, culpando o que quer que seja pelo que nos ocorre de ruim. Devemos, sim, lutar para vencer as dificuldades, que são naturais em nossa caminhada. Observe o trecho seguinte: “Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer.” O autor afirma que os obstáculos têm de ser superados, e isso, naturalmente, pede esforço.

174) Letra e

A resposta está bem clara no trecho seguinte: “Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum.” Autopiedade é ter pena de si mesmo e não leva a lugar nenhum, isto é, a nada.

175) Letra b

No final do texto, encontramos o seguinte: “A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.” Usar bem as cartas é o mesmo que saber jogar.

176) Letra d

É claro que todos esses sentimentos poderiam servir como resposta. No entanto, só uma opção tem realmente apoio no texto. A letra d é a resposta, como se observa no trecho: “…obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer.” (/. 7/8)

177) Letra e

Segundo o autor, para resolver problemas, devemos usar as nossas melhores qualidades, que são “capacidade de amar, de tolerar e de rir”. (/. 12). Por isso a resposta é amor (capacidade de amar), tolerância (capacidade de tolerar) ealegria (capacidade de rir).

178)Letrac

Para o autor, as nossas dificuldades são uma coisa absolutamente natural, como se vê nas linhas 5 e 6. Se elas são naturais, são inerentes ao ser humano, não dependem de nós, portanto não as podemos evitar.

179) Letra e

Alguns trechos sugerem essa postura do autor, principalmente o seguinte, nas linhas 16 e 17: “Agora as leis do mercado importam mais do que as leis da ética.” As leis do mercado, evidentemente, dizem respeito ao capitalismo. Só que – e aí está a maior crítica – elas valem mais do que as leis da ética.

180) Letra b

A palavra-chave, aqui, é liberdade, intimamente associada à democracia. O questionamento – e isso está bem claro – é a quantidade de pessoas famintas, apesar da liberdade trazida pela democracia.

181) Letra e

O pronome pessoal “lhes” não tem como referente o termo “seus governantes”, e sim “aqueles povos” (/. 24). Entende-se: “Mas é negado àqueles povos o direito de escolher…”

182) Letra d

Eles não são totalmente livres porque, como se vê no último parágrafo, não têm o direito de escolher um sistema social que não assegure a reprodução do capital privado

183) Letra c

Questão de sinônimo. Não há o que discutir. A palavra ressaltar significa destacar.

184) Letra c

O paradoxo pode ser entendido como uma contradição, pelo menos na aparência. Os termos que, com base no texto, possuem essa característica são liberdade e fome. A liberdade não deveria contribuir para o aumento da fome, conforme coloca o autor. Aliás, o texto se baseia nesse paradoxo, nessa contradição que se tornou uma triste realidade.

185) Letra c

A paráfrase, como já vimos, é uma reescritura em que se mantém o sentido básico do texto. Esta questão é delicada e, com certeza, vai enganar muitas pessoas. O problema é como entender “com o muro de Berlim”. A tendência talvez seja achar que o autor quisesse dizer “com a queda do muro de Berlim”, já que esse é um fato histórico que marcou a humanidade e é recente, comparado com a sua construção. Mas aí o texto não teria lógica alguma. Na realidade, o significado é de “com a construção do muro de Berlim”. Só assim tem sentido o restante do trecho: “ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos”. Se fosse “com opressores”, a idéia seria realmente de queda do muro de Berlim. A alternativa c apresenta, assim, uma mudança de sentido absurda

ao afirmar “Com a queda do muro de Berlim”.

186) Letra d

As opções a e c apresentam o mesmo tipo de erro: a gasolina brasileira não é sempre adulterada nos postos, pois, por amostragem, isso ocorre apenas em quatro postos, num total de doze; da mesma forma, não se pode afirmar que os donos de postos de gasolina adulteram a gasolina, porque disso se entende que todos fazem tal coisa, quando essa prática só pode ser atribuída aos inescrupulosos. A letra b não tem qualquer apoio no texto. A letra e afirma o contrário do texto (veja o que o autor coloca nas linhas 17 e 18). A resposta se encontra no seguinte trecho: “Pior: quando adicionado por especialistas, o solvente quase não deixa pistas.” (/. 10/11)

187) Letra d

O IPT é o instituto que examina as amostras coletadas, como se vê no trecho “…segundo o laudo do IPT…” Os repórteres, claro, não são do IPT, mas da revista Quatro Rodas.

188) Letra e

O texto diz que a adulteração da gasolina é “indetectível em testes simples” (7. 11). Assim, a revista recorreu ao IPT para que ele, com a cromatografia, pudesse resolver o problema (veja as linhas 13-19). O fato de o instituto ser insuspeito não pode ser entendido como a causa da escolha, que seria, como o texto bem coloca, a capacidade do IPT de descobrir a adição fraudulenta de solventes à gasolina.

189) Letra b

É uma questão de sinonímia e coesão textual. Segundo é conectivo conformativo, ficando eliminada a letra d, poisnão obstante, que eqüivale a apesar de, tem valor concessivo. Com isso, no trecho destacado, tem valor de modo, o que descarta as letras a e e; apesar disso tem valor concessivo, e aliás, retificativo. Já que é conectivo causai, eqüivalendo a uma vez que, que aparece nas duas opções que não foram eliminadas. A palavra para tem valor de finalidade, correspondendo a a fim de, ficando, então, como resposta, a letra b. A palavra por, se colocada no texto, assumiria um valor causal.

190) Letra e

Há erro na alternativa a porque os solventes só não podem aparecer em determinadas proporções. Veja o que se encontra no final do texto: “…quatro delas estavam adulteradas pela presença de solventes em proporções acima das encontradas na gasolina de referência da refinaria Replan…”. A opção b não tem qualquer respaldo no texto. A alternativa c contém erro, porque, ao detonar o sistema de combustão, os bandidos lesam especificamente o consumidor. A opção d é absurda. A letra e está inteiramente de acordo com o texto. Eis o trecho que justifica a resposta: “…uma revelação esperada…” (/. 20).

191) Letra d

O texto diz que a gasolina de referência da replan contém solventes, em proporções aceitáveis. Nesse caso, então, o solvente deixa de ser um veneno químico. Nenhum terrorista está adulterando a gasolina: a alternativa b é absurda. Nem todos os donos de postos são inescrupulosos; o problema da alternativa c é, pois, a generalização.

Observe a passagem seguinte: “Com isso, esses bandidos estariam lesando os concorrentes (porque pagam barato pelos adulterantes)…” Esta é a justificativa de a resposta ser a letra d. A letra e não satisfaz, já que em nenhum momento houve a desconfiança de que o problema ocorresse em seu próprio carro, e sim nos postos de gasolina.

192) Letra a

Questão de sinonímia. Deram de eqüivale no texto exatamente a começaram a. Todas as outras palavras ou expressões alterariam o sentido do trecho.

193) Letra c

A gasolina ideal seria a da Replan porque ela apresenta solventes na proporção adequada. Não é propriamente uma questão de poucos ou muitos solventes, pois isso é relativo. O que conta é a proporção permitida.

194) Letra b

O autor declara que “o otimista é um cara mal-informado” (/. 10). Para ele, o ministro afegão é otimista em crer numa invasão de turistas. Agora, juntemos tudo isso com o trecho seguinte: “Os umbrais do atraso que FHC anuncia transpor e os encantos turísticos do Afeganistão são boas intenções ainda distantes da realidade.” A resposta, assim, só pode ser a letra b.

195) Letra d

O presidente FHC disse que “já vamos transpor os umbrais do atraso” (/. 4/5). Mais adiante, nas linhas 19 a 21, o autor afirma: “Quando Maria Antonieta perguntou por que o povo não comia bolos à falta de pão, também pensava que a monarquia havia transposto os umbrais do atraso.” A comparação com FHC fica evidente na palavra também, no trecho destacado. Também une as duas pessoas, FHC e Maria Antonieta, no que toca à idéia de terem sido transpostos os umbrais do atraso. Daí a resposta ser a letra d. A letra e poderia parecer correta, mas está errada. Maria Antonieta não é comparada a um cara mal-informado, ela era malinformada.

196) Letra c

Burra é uma palavra de pouco uso no português atual, com o sentido de cofre. Erário é dinheiro público. Assim, o trecho destacado tem o sentido de cofres do tesouro do Afeganistão. O crédito de esperança seria a possibilidade de haver, de acordo com o otimismo do ministro Abdul Rahman, uma invasão de turistas ávidos por conhecer Tora Bora e Candahar, o que encheria os cofres do país.

197) Letra d

Ao considerar o otimista “um cara mal-informado” (/. 10), o autor se vale de uma linguagem descontraída, coloquial. Mais precisamente no emprego da palavra cara, com o sentido de pessoa.

198) Letra e

O texto não diz nem sugere que eles estejam descontentes com a situação em seus países, ao contrário, uma vez que se mostram ambos otimistas. Para o autor, eles não têm visão social, por estarem equivocados em seus pontos de vista. O autor não os acusa de demagogos, apenas os considera mal-informados, o que nos leva a aceitar a alternativa e como resposta. A letra d é absolutamente inadequada em relação às idéias contidas no texto.

199) Letra d

A resposta da questão se encontra claramente colocada no trecho: “já vamos transpor os umbrais do atraso” (/. 4/5). A palavra já transmite nitidamente a idéia de que o país deixará logo de ser atrasado.

200) Letra c

O autor ironiza ao dizer que o ministro afegão poderia conseguir que muita gente visitasse as cavernas do país se contratasse um dos marqueteiros profissionais do Brasil, que prometem até eleger um poste para a Presidência do Brasil.

201) Letra e

Uma questão bastante sutil. Para alguns, parecerá que não há resposta. Acontece que só o ministro Abdul Rahman supervaloriza a capacidade turística do país; o presidente do Brasil fala em vencer o atraso, sem nenhuma citação ao setor do turismo.

202) Letra c

Todo o texto fala da intolerância entre os homens. Na realidade, o fanatismo, também abordado, é uma conseqüência da falta de tolerância. O trecho que melhor explica a preocupação do autor com a intolerância é o seguinte: “Não há melhor antídoto contra a conduta intolerante que a liberdade…” (/. 15/16)

203) Letra b

Essa questão pede conhecimentos extratexto. O problema do Brasil, da Argentina, de Cuba e do Peru é de ditadura. O problema da Irlanda, mais precisamente da Irlanda do Norte, é a luta separatista envolvendo católicos e protestantes.

204) Letra e

A resposta se encontra, explícita, na passagem: “A solidariedade e a tolerância democrática, inexistentes no nosso tempo…” (/. 22/23)

205)Letra e

O antecedente do pronome relativo que não é a palavra pluralidade, colocada imediatamente antes dele, como possa parecer. Faça a substituição e você verá, pelo sentido, que o referente é liberdade: a liberdade consiste em defender idéias próprias.

206) Letra a

Nada no texto opõe o Brasil à Argentina. São apenas citados como países que passaram por problemas semelhantes no que toca à intolerância de seus governos autoritários.

207) Letra d

Questão de sinonímia. Basta consultar um bom dicionário para comprovar. O adjetivo patológico pode ser entendido como doentio, mórbido.

208) Letra c

Realmente muitos pensam que ser livre é fazer tudo aquilo que deseja, mas não é o que o texto nos diz. A letra a é absurda por si mesma. As alternativas b, d e e são parecidas, todas apontam para uma conduta egoística, que o texto procura combater. A resposta surge, clara, na passagem que segue: “…consiste em defender idéias próprias, mas aceitando que o outro possa ter razão.” (/. 16/17)

209) Letra d

Todo o texto se baseia, com muito humor, na dificuldade que tem o autor em utilizar determinados aparelhos e objetos do mundo moderno: as torneiras de água quente ou fria, o timer nos videocassetes, a tecla Num Lock nos computadores.

210) Letra b

É uma questão fácil. O autor brinca com o conceito de modernidade e a possível dificuldade dos usuários de aparelhos modernos. Ele mesmo se diz incapaz de reconhecer coisas sabidamente simples.

211) Letra d

A hipérbole, figura de linguagem, aparece em quatro alternativas, de maneira mais ou menos evidente. Na letra a, que talvez possa confundir o leitor, ela se expressa na palavra nunca. Na letra d não existe hipérbole, pois o fato de alguém não saber programar o timer não constitui exagero algum.

212) Letra c

Com bom humor, o autor diz que, para saber usar a supertorneira, é necessário fazer um curso de aprendizagem bastante difícil. Daí ser ela um elemento complicador na vida dos usuários.

213) Letra c

As pessoas neuronicamente prejudicadas seriam aquelas com pouca inteligência, entre as quais ele, brincando, se inclui, já que não consegue fazer determinadas coisas aparentemente simples, como se vê ao longo do texto.

214) Letra d

No primeiro parágrafo do texto, o autor diz que o uso das letras Q e F marginalizaria os analfabetos, pois eles não reconhecem as letras; afirma também que o emprego das cores marginalizaria os daltônicos, que não conseguem distingui-las.

215) Letra c

O Boeing aparece apenas como ilustração de uma dificuldade sentida pelo autor. É claro que, em momento algum, ele fala na possibilidade de dirigir um avião.

216) Letra e

O autor afirma que não consegue gravar a posição das torneiras de água quente ou fria, entre outras coisas. É, nitidamente, um problema de memória.

217) Letra b

Questão de sinonímia. Acuidade pode, dependendo do texto, como este que estamos analisando, significarperspicácia, sagacidade, agudeza de espírito.

218) Letra a

Leia de novo o final do texto. Lá se diz que o autor estava confortável, ou seja, tranqüilo, ao usar, por exemplo, o chuveiro. Aí surgem os novos tipos de torneira.

219) Letra d

O eufemismo aparece na expressão “neuronicamente prejudicadas”, maneira mais suave de dizer sem inteligência, ignorantes etc.

220) Letra c

Biotecnia é a técnica da adaptação dos organismos vivos às necessidades dos homens. Exobiologia é a ciência que estuda a possibilidade de vida extraterrestre. Astrologia é o estudo da influência dos astros no destino e no comportamento dos seres humanos. Ufologia é a ciência que trata da presença na Terra de naves extraterrestres, popularmente chamadas de discos voadores. Astronomia é a ciência que trata da constituição, da posição relativa e dos movimentos dos astros. A resposta, assim, só pode ser a letra c.

221) Letra d

O quarto parágrafo do texto mostra quando um astro entra na fase da maturidade. O exemplo dado é Antares, segundo o texto, “uma amostra de como ficará o Sol daqui a 4,5 bilhões de anos”. Ou seja, o Sol ainda não se encontra na maturidade, porém na meia-idade.

222) Letra c

Uma questão de coesão textual. O período apresentado é formado por duas orações, sendo que a primeira indica causa, e a segunda, conseqüência. É aquela estrutura que se aprende em gramática: tal…que, sendo a oração do queconsecutiva. Ora, se começarmos pela segunda oração, com a eliminação desse que, a oração seguinte será subordinada causai. A única conjunção que tem esse valor é porque.

223) Letra e

O erro da letra e consiste em se afirmar que o aumento de calor se dá até a morte da estrela. Veja o que se encontra no 4o parágrafo: “Seu raio chega a aumentar 50 vezes e o calor se dilui.” (/. 25/26). Deduzse, então, que o calor não aumenta continuamente até a morte do astro. Chega um momento em que ele, o calor, se dilui.

224) Letra e

Não há nenhuma informação no texto sobre Antares pertencer ou não à Via Láctea. O que se diz é que ela pertence à constelação de Escorpião. Com base no texto, como diz o enunciado, não se pode fazer a afirmação da letra e. Aqui, o conhecimento extratexto do leitor não vem ao caso. É necessário que o texto o diga. Mesmo que a opção fosse “pertence à Via Láctea”, que é a verdade, ela continuaria a ser falsa, porque essa informação não é dada pelo autor.

225) Letra b

A resposta se encontra no último parágrafo, em especial no trecho: “…criando um corpo celeste extremamente denso chamado pulsar, ou estrela de neutrons.”

226) Letra e

Como se vê no último parágrafo, o buraco negro tem maior densidade do que a estrela de neutrons, também chamada pulsar. As Pleiades são estrelas jovens, o Sol está na meia-idade, e Antares, na maturidade. São diferentes, mas são estrelas. As outras opções não oferecem maior dificuldade.

227) Letra b

As conjunções porque, mas, ou e à medida que introduziriam, na frase, valores de, respectivamente, causa, adversidade, alternância e proporção, alterando totalmente o sentido dela. A idéia é de adição, seguimento, conclusão, valores expressos pela conjunção aditiva e.

228) Letra d

Até por exclusão, chega-se naturalmente à opção d. As outras apresentam sentimentos que, em nenhum momento, o autor deixa transparecer: ódio, descontrole, apatia, medo. Na realidade, ele se mostra revoltado com a injustiça social, com os preconceitos etc. E angustiado, em face do sofrimento do povo brasileiro, que nada pode fazer.

229) Letra e

A maior revolta que o autor demonstra é exatamente o fato de mostrarem aos brasileiros os fatos históricos de maneira deturpada, escondendo-se a realidade.

230) Letra d

A alternativa diz que a história oficial, ou seja, a que é apresentada ao povo, tende à versão do fato, e não ao fato em si. Assim, a história acaba sendo mascarada, para enganar.

231) Letra c

Todo o texto expõe a dúvida do autor quanto à independência, que aqui deve ser entendida de maneira mais ampla, não apenas o rompimento histórico com Portugal. O Brasil, segundo o texto, não é independente, no momento em que o povo continua sujeito a decisões arbitrárias de governos autoritários. Assim, o povo não seria de todo livre. Aliás, nem os governantes, para o autor, são livres. Leia o último período do texto, que deixa tudo bem claro.

232) Letra e

Governar a sociedade sem a participação dela é ato de ditadura, seja de que tipo for. Opondo-se a isso, teríamos o governar com a sociedade, característica maior da democracia.

233) Letra a

Todas as coisas desagradáveis levadas a efeito contra o povo (negros, escravos, índios, mulheres, lavradores, operários), durante toda a história do país, apontam para a alternativa a. Não se pode esquecer que, segundo o autor, tudo sempre foi camuflado.

234) Letra d

A frase deve ser entendida não apenas como a dúvida quanto a que caminho seguir, num determinado local. No contexto, ela surge como a convicção de que ele não vai fazer as mesmas coisas erradas que muita gente faz. Quer buscar um novo caminho no que tange às atitudes a serem tomadas na sociedade. É por isso que a frase de Antônio Maria foi aproveitada pelo autor.

235) Letra b

Questão de significado de palavras. É inquestionável. Indelével é o que não se pode delir, ou seja, apagar.

236) Letra d

O texto é uma crítica ao atual governo brasileiro, apesar de citar os governos como um todo. E o enunciado da questão fala em problemas brasileiros da atualidade. Veja o trecho seguinte: “…a pátria navega a reboque do receituário neoliberal…” No momento em que o texto é produzido (2001), o Brasil tem um presidente que se diz neoliberal. É um componente extratexto importante, mas não chega a ser essencial.

237) Letra e

É um modo de mascarar a realidade. O que o autor chama de intelectuais de aparência progressista seriam aquelas pessoas de renome, falando em modernidade como meio de evolução social, mas que acabam transmitindo idéias preconcebidas de maneira camuflada, de tal forma que o povo possa julgar que tudo está como deveria ser. Mesmo porque, segundo o autor, esses intelectuais estariam dando “um toque de modernidade aos velhos e permanentes projetos da oligarquia” (/. 39/40). Ou seja, nem tão modernos assim.

238) Letra c

Oligarquia é uma palavra de origem grega que pode ser assim dividida: olig / arqu / ia. Olig significa de poucos, arququer dizer governo e ia é um sufixo formador de substantivo. Assim, a palavra quer dizer governo de poucas pessoas.

239) Letra c

A escravidão dos negros é citada no trecho: “…os gritos arrancados à chibata dos negros arrastados de além-mar…” (/. 26/27); a opressão dos índios, na passagem: “…ressoam os dos índios trucidados pela empresa colonizadora…” (/. 18); a discriminação da mulher, no trecho: “índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania…” (/. 33/34); a fome do povo, na passagem: “…50 milhões de pessoas que não dispõem de R$ 80 mensais para adquirir a cesta básica.” (/. 35/36). Não há nenhuma citação ou alusão ao voto-cabresto do

Nordeste.

240) Letra a

A casa-grande era a casa dos senhores; os escravos ficavam na senzala. O governo estaria na casa-grande, dominando o povo, como se este estivesse numa senzala.

241) Letra e

Todo o texto leva à idéia de que o povo nunca teve voz ativa no país. Sempre teve que aceitar o que lhe foi imposto. Daí a resposta ser a letra e, pois na democracia o povo tem participação ativa.

242) Letra d

Em todo o parágrafo, sente-se esse clima de esperança. Para o autor, nem tudo está perdido. O que melhor justifica essa resposta é a mobilização do Grito dos Excluídos. Se as entidades, religiosas ou não, estão agindo, ainda se pode ter alguma esperança.

243) Letra d

É uma questão fácil. Todo o texto trata da discordância do autor em relação à famosa frase do astronauta. Aliás, isso é dito logo no primeiro período: “Ele não podia ter arrumado outra frase?” Depois, o ensaísta apresenta os seus argumentos.

244) Letra c

A resposta está na segunda metade do primeiro parágrafo, quando diz que a frase poderia ter sido “mais natural”, “menos pedante”, “mais útil” ou “mais realista”.

245) Letra a

Observe que as opções b, c e d se opõem, pelo sentido, às outras duas. A dúvida maior fica por conta das alternativas a e e. Com uma leitura atenta, verifica-se que o autor, em nenhum instante, deixa transparecer que duvida de que o homem tenha ido à Lua. A resposta é a letra a, porque o enunciado fala em algo exótico, ou seja, estranho. Aconteceu, mas é estranho, decepcionante, não encanta mais as pessoas, como a viagem de Gulliver encantava, quando de sua publicação.

246) Letra c

A resposta está, direta e integral, no segundo período do segundo parágrafo: “Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes.”

247) Letra b

O que se afirma na opção a é descartado pelo ensaísta quando escreve que “a posteridade guarda também frases debochadas” (/. 12/13). O mesmo se aplica à alternativa c. A letra d pode confundir o leitor, mas o que ela apresenta não é a opinião do autor, como pede o enunciado, e sim uma convenção da sociedade. A última opção não tem nenhum apoio no texto. A alternativa b, que é a resposta, pode ser constatada no período: É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta,…” (/. 14/15)

248) Letra d

A questão é independente do texto. A metonímia é a troca de palavras quando entre elas existe uma relação objetiva, real. No caso da questão, a palavra suor está sendo usada no lugar de trabalho, ou seja, ocorreu a troca da causa pelo efeito.

Exercícios de Interpretação De Textos
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